Essa história você certamente já conhece.

Algo deu errado no trabalho, alguém querido está doente, enfim, um fator externo abala as estruturas psicológicas, em maior ou menor grau. Eis que, sem pensar, a pessoa devora uma pizza tamanho família ou fica beliscando doces o dia inteiro. É tão automático que parece até que o próprio indivíduo não se dá conta, mas se permite o direito de esmagar aquele mal-estar com algumas barras de chocolate.

O chocolate, aliás, é o maior representante dos comfort foods, alimento bastante procurado para aliviar uma situação emocionalmente desconfortável. Nessas horas, os carboidratos tendem a cair muito bem, já que facilitam a síntese do neurotransmissor serotonina, que, no cérebro, promove a sensação de bem-estar.

O problema é que esse misto de emoções pode levar a um estresse crônico, que, é altamente tóxico para o nosso organismo, pois hormônios como cortisol, adrenalina e noradrenalina são liberados e, em longo prazo podem trazer algumas consequências desagradáveis.

O cortisol, especialmente, causa o maior estrago. Ele faz o organismo armazenar triglicérides, uma gordura que altera a os receptores de insulina, impedindo que o hormônio se encaixe como deveria – essa condição, chamada de resistência insulínica, é um dos estopins para o diabetes…

Por isso, a maneira como reagimos às emoções e problemas do cotidiano também ditam o ritmo com que o nosso corpo funciona, e a mensagem que queremos deixar aqui é clara: Procure se policiar nesses momentos, afinal comida não é calmante.

Aqui estão algumas ferramentas que podem ajudar a diminuir a fome emocional:
  • ATENÇÃO PLENA

Estudos mostram que a atenção plena ajuda a treinar o cérebro. Vá mais devagar e pergunte-se:

Eu quero isso?  Eu preciso disso?  Estou comendo porque estou com fome ou há um motivo emocional? Nesse caso, concentre-se nesse sentimento e identifique-o.  Entender a emoção subjacente pode ajudá-lo a lidar com isso no futuro.

  • RESPIRAÇÃO

A respiração lenta e profunda diminui a frequência cardíaca e desacelera o sistema nervoso simpático (lutar ou fugir), para ajudar a regular a sensação de ansiedade.

  • ALIMENTAÇÃO

Uma dieta alimentar integral com a quantidade certa de proteínas e gorduras ajuda a equilibrar o cortisol, fornece energia e mantém você saciado durante o dia.

  •  TENTAÇÕES

Mantenha sua despensa e geladeira livres de doces e ultraprocessados. Se tiver comida saudável na sua casa, é isso que vai comer, simples assim.

  • HIDRATAÇÃO

Pesquisas mostram uma conexão entre hidratação inadequada e um maior risco de obesidade. Além disso, a desidratação pode levar a alterações de humor que podem afetar os hábitos alimentares.

  • ÁLCOOL

Monitore sua ingestão de álcool – pesquisas mostram que o álcool pode aumentar a fome e o apetite.

  • DISTRAÇÕES

Encontre outras atividades que o façam sentir-se melhor. Estudos mostram que existem maneiras de criar uma sensação semelhante de conforto – pense em caminhadas, ioga, jardinagem!

Não há nada de errado em saborear sua comida favorita de vez em quando, mas não deixe que seja seu mecanismo de enfrentamento … existem maneiras mais saudáveis ​​e felizes.

Escrito por Dra. Daniela Cyrulin

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