A preocupação geral com os níveis de mercúrio na água e nos alimentos está aumentando cada vez mais, e não apenas entre as mulheres grávidas.

O mercúrio é uma ameaça real?

O mercúrio é um elemento extremamente tóxico e afeta cada vez mais a saúde de milhões de pessoas. É um grande problema hoje, porque a nossa exposição a ele está aumentando, do ar que respiramos até a comida que comemos. Uma das principais maneiras pelas quais estamos expostos ao mercúrio é comendo peixes grandes. E níveis elevados de mercúrio podem causar sérios danos à nossa saúde. A exposição a este metal pesado tem sido associada ao aumento de incidentes de síndrome da fadiga crônica, condições autoimunes, TDHA, autismo, bem como perda de memória, irritabilidade e visão turva. Mesmo que você não tenha uma das doenças listadas acima, a exposição ao mercúrio ainda pode estar afetando sua saúde.

A exposição ao mercúrio vem apenas do peixe? Quais são todas as fontes?

A maior parte do mercúrio que entra no meio ambiente é proveniente de usinas termoelétricas a carvão, mineração de ouro e usinas de processamento que produzem plásticos e cloro. O mercúrio é enviado para o ar, depois chove em lagos, no solo e é levado pelos rios. Tudo eventualmente chega aos nossos oceanos, onde o composto orgânico é então acumulado no tecido gorduroso dos peixes. Finalmente, chega em nossos pratos.

Quando comemos peixe com alto teor de mercúrio, o mercúrio é distribuído por todo o nosso corpo, mas principalmente se liga aos rins e ao cérebro. Uma vez lá, o mercúrio pode causar destruição lenta em vários órgãos, especialmente no coração, no cérebro e no intestino. Em mães grávidas, o mercúrio é transferido para o feto através da placenta, causando riscos aumentados de mau desempenho neurológico, habilidades de linguagem e memória verbal.

Quais são os sintomas de toxicidade do mercúrio?

No mundo da medicina integrativa, o mercúrio é conhecido como o “grande imitador” porque pode imitar muitas doenças crônicas diferentes, incluindo Alzheimer, demência, disfunção do sistema nervoso e até mesmo câncer. Também piora os efeitos de uma variedade de condições, como TDHA, doenças autoimunes, doenças cardíacas e problemas intestinais. Muitos desses problemas são diagnosticados diariamente em consultórios médicos em todo o mundo, mas poucos médicos investigam o papel do mercúrio no processo de tratamento das pessoas. Esses pacientes são tratados sintomaticamente e recebem medicamentos pelo resto de suas vidas, sem nunca saber que a toxicidade do mercúrio pode estar na raiz do problema. Se a toxicidade do mercúrio fosse descoberta, o tratamento eficaz lhes daria uma chance de resolução sem a necessidade de alívio dos sintomas a longo prazo com os produtos farmacêuticos, muitos dos quais têm sérios efeitos colaterais.

O que podemos fazer para reduzir nossa exposição?

REDUZA A INGESTÃO DOS PEIXES “RICOS” EM MERCÚRIO

Reduza a ingestão de peixes que contém mercúrio. Quase todos os peixes e moluscos contém vestígios de mercúrio mas geralmente acumulam-se em peixes maiores. O atum, que você vê na maioria dos supermercados, é um peixe que você não deve consumir mais de uma vez por semana, e as crianças devem consumi-lo ainda menos.

COMA MENOS

  • atum
  • anchova
  • peixe-espada
  • robalo

COMA MAIS

  • linguado
  • arenque
  • cavalinha
  • ostras
  • salmão
  • sardinhas
  • vieiras
  • tilápia

USE PRODUTOS NATURAIS PARA O CORPO E MAQUIAGEM

Recomendo que as pessoas verifiquem se seus produtos estão livres de produtos químicos tóxicos.

Confira algumas recomendações para reduzir seu risco:

Verifique o rótulo de qualquer produto de clareamento da pele, antienvelhecimento ou outro produto para a pele que você usa. Pare de usar o produto imediatamente se vir as palavras “cloreto de mercúrio”, “calomel”, “mercuric”, “mercurio” ou “mercúrio”. “Não use nenhum produto sem um rótulo ou uma lista de ingredientes.

FILTRE SUA ÁGUA

Filtrar sua água reduz sua exposição ao mercúrio, bem como outros contaminantes e metais pesados.

ADICIONE NUTRIENTES E ALIMENTOS ESPECÍFICOS À SUA DIETA

Inclua itens que podem ajudar na desintoxicação de metais pesados ​​de nossos corpos. Os nutrientes importantes a tomar são o selênio, a vitamina E, a vitamina C e a glutationa. Muitas vezes, um multivitamínico diário de alta qualidade pode fornecê-los. Mas para isso, consulte um nutricionista.

Altas doses de Chlorella, uma alga verde concentrada, mostraram-se úteis na redução do mercúrio, no entanto, cerca de ⅓ das pessoas não podem tomá-lo devido ao desconforto gastrointestinal. O coentro ajuda a deslocar metais pesados ​​de armazenamentos mais profundos para o tecido conjuntivo, onde os itens listados acima podem ajudar a conduzi-lo para fora do corpo.

FAÇA UM PROTOCOLO DE DESINTOXICAÇÃO A CADA 6 MESES

Desintoxique o organismo por completo de tempos em tempos.

Todos nascemos com um sistema de desintoxicação funcionando como um relógio, dia a dia. Alguns órgãos são mais presentes nesse processo, como fígado, rins, pulmão e pele. E para que esse processo funcione perfeitamente precisamos dar substratos ao nosso organismo.

Esses substratos são os nutrientes, micronutrientes, compostos antioxidantes e fitoquímicos. Isto é, a quantidade equilibrada de carboidratos, proteínas e gorduras. Além da quantidade que alcance nossas necessidades de vitaminas, minerais e esses compostos antioxidantes e fitoquímicos. Sem esquecer das substâncias que otimizam esse processo de detox.

Por exemplo, nosso organismo produz a Glutationa, um dos antioxidantes mais poderosos e importantes que existem e que é parte importante nesse processo de desintoxicação.

O corpo fabrica a própria glutationa, mas precisa de matéria prima adequada para produzi-la. Escolhas ruins na sua alimentação diária, poluição, ambientes tóxicos, stress, infecções e radiação acabam com seu estoque dessa substância no seu organismo.

E por que ela é tão importante? A glutationa é uma combinação de três aminoácidos – cisteína, glicina e glutamina.

Nessa combinação existem grupos químicos de enxofre que trabalham coletando no corpo o mercúrio e metais pesados, entre outras toxinas, para eliminá-las.

Escrito por Dra. Daniela Cyrulin

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